miércoles, 1 de marzo de 2017

1983 - ONDA NOVA


O Gayvotas F. C. (Neneca, Geléia, Zita, Valentina, Nonoca, Batata, Rita, Vera) é um time de futebol feminino patrocinado por um clube profissional. O filme acompanha as alegrias e tristezas das garotas dentro e fora dos campos, suas aventuras amorosas e desilusões, a difícil relação com pais que temem que o futebol "masculinize" suas filhas e a traição dos namorados.








 

 
















GAYVOTAS F.C.

OLYMPUS FILME
apresenta

CARLA CAMURATI (Rita) 
CRISTINA MUTARELLI (Lili [Lindóia], a goleira do Gayvotas ) 
TÂNIA ALVES (Helena de Tróia, mãe de Batata) 
REGINA CASÉ (Rubi) 
NEIDE SANTOS (Neneca) 
PITA
CRISTINA BOLZAN
CIDA MOREYRA (Zazá, mãe de Zita e motorista de táxi) 
ÊNIO GONÇALVES (Cido, pai da atacante Batata) 
PATRICIO BISSO (Mãe de Lili) 
REGINA CARVALHO
VERA ZIMMERMAN
NORIS LIMA 
LÚCIA BRAGA 
PETRÔNIO BOTELHO 
PIETRO RICCI 
JOSÉ D'ARTAGNAN Jr.
LUIZ CARLOS BRAGA (Pai de Lili) 

Participação especial:
CAETANO VELOSO (ele mesmo) 
WLADIMIR (ele mesmo) 
OSMAR SANTOS (ele mesmo) 
CASAGRANDE (ele mesmo) 

OSMAR PRADO
LUIZ CARLOS BRAGA
SÉRGIO HINGST (Presidente do Clube) 
JOSÉ PAULO GOMES ALVES
EDLA VAN STEEN

MONTAGEM: Eder Mazzini
FOTOGRAFIA: Antonio Meliande
PRODUÇÃO: Adone Fragano e José Augusto Pereira de Queiroz
ROTEIRO e DIREÇÃO: Ícaro Martins e José Antonio Garcia





NA TRILHA SONORA

ONDA NOVA (Laura Finocchiaro/Cristina Santeiro) LAURA FINOCCHIARO, RUBENS DILSON MONTEIRO, SÉRGIO HINGST, EDLA VAN STEEN, ANNA VAN STEEN, CÉLIA RIBEIRO, SIMONE, NILZA RIBEIRO, MARIZA E DOMINGOS MARTINS 

SEU TIPO (Eduardo Dusek/ Luis Carlos Goes) TÂNIA ALVES 

VALE TUDO (Tim Maia) TÂNIA ALVES 

GROUPIE (Beti Niemeyer) CIDA MOREIRA





O Estado de S. Paulo

26.8.1984, p.35


Press-release


Sinopse
 
"Manhã num sítio. As meninas comemoram a formação do time Gayvotas F. C., um time de futebol feminino patrocinado por um clube profissional. No churrasco estão os dirigentes do clube, jogadores profissionais e amigos. Jogam uma pelada com dois times mistos, onde um lado joga vestido de mulher e o outro de homem. O jogo é apitado por Zazá, uma chofer de taxi, mãe de Zita, uma das jogadoras. Lili, goleira do time masculino, faz uma aposta com Casagrande de raspar a cabeça se ele fizer um gol. O jogo termina quando ele finalmente consegue marcar e todos avançam para cima dela, cortando o cabelo. À noite, algumas meninas vão a uma boite onde canta Helena de Tróia, uma cantora que tem um caso com um ex-jogador de futebol, pai de Batata, a melhor jogadora do time. As meninas começam a treinar normalmente no clube e a divulgar o time. Vão ao programa do Chacrinha, junto com Rita, jogadora e também Chacrete. O primeiro jogo delas é contra o time da polícia feminina e termina em pancadaria. As meninas costumam se reunir num bar onde Rui, namorado de Lili, trabalha como garçom junto com um amigo inseparável, de quem Lili morre de ciúmes. Ela é filha única e sua família é contra Lili jogar futebol. Tem uma briga com a mãe e vai morar na casa de Neneca, técnica do time junto com Jorge, seu marido. Neste apartamento Rita também costuma dormir com seu namorado. O presidente do clube começa a receber reclamações sobre o comportamento anti-atlético das meninas e pressiona Jorge, que também se irrita com a falta de desempenho delas. O time vai a Santos jogar contra a Portuguesa Santista. Zazá vai dirigindo o ônibus, e com a vitória do Gayvotas, o clima de harmonia é reestabelecido. Nessa excursão, Batata transa com um famoso jogador de futebol, protegido de seu pai, e fica grávida. Ela não quer contar para o jogador e as amigas resolvem ajudá-la a conseguir dinheiro para fazer o aborto. Zita pega o táxi de sua mãe para fazer algumas corridas noturnas, mas sem resultado. No desespero, Batata conta uma mentira para conseguir o dinheiro que falta com o seu pai. Faz o aborto e vai se recuperar no apartamento de Neneca e Jorge, onde a situação já está insustentável, pois Jorge está revoltado por seu apartamento ter se transformado numa concentração. O casamento de Neneca e Jorge entra em crise. Neneca transa com o namorado de Rita, quando Lili pede para esta ajudá-la na sua mudança para a casa de Rui e o inseparável Marcelo. Rita descobre a transa, briga com o namorado e toma uma overdose de calmantes entrando num mundo de alucinações. Rita volta para o time em tempo de treinar para a estréia internacional do Gayvotas contra o selecionado italiano de futebol feminino. Os treinamentos vão se intensificando. No dia do jogo as meninas vão mais cedo para a concentração do clube. Rui e Marcelo ficam em casa sozinhos namorando. Marcelo resolve se divertir com as roupas e objetos pessoais de Lili. Acha em sua bolsa um revólver descarregado. Os dois começam a brigar de bang-bang e Rui morre por causa de uma bala encravada no tambor, numa roleta russa. Marcelo sai desesperado e vai até o estádio avisar Lili. Jorge impede sua entrada, pois, o jogo está para começar. Marcelo briga com o técnico e sai perdido andando pela cidade, vestido apenas com uma saia de Lili. O jogo se inicia com a seleção italiana abrindo o marcador. Marcelo na marginal. Uma pelada de garotos acontece num campinho. Um jogador se contunde e é retirado de campo. Marcelo, como uma 'Dorotéa', é chamado para ocupar seu lugar e o jogo reinicia. Um grito na Marginal..." 






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Redação

Onda Nova

São Paulo, 1983.
Direção, argumento e roteiro: Ícaro Martins e José Antonio Garcia; Co-produção: Adone Fragano; Fotografia: Antonio Meliande; Música: Luis Lopes; Montagem: Eder Mazzini; 98 min.; Elenco: Carla Camurati, Vera Zimmermann, Tânia Alves, Regina Casé, Cida Moreira, Ênio Gonçalves, Patrício Bisso, Luis Carlos Braga, Sergio Hingst, Edla van Steen, Laura Finocchiaro. Participações especiais: Caetano Veloso, o locutor Osmar Santos e os jogadores Casagrande e Wladimir. Distribuição à época: Olympus Filmes.

Debate: com o co-diretor Ícaro C. Martins e Suzy Capó, diretora do festival PopPorn e da distribuidora Festival Filmes

O filme: Descrito por seus realizadores como “uma colagem surrealista sobre a juventude paulistana”, e tendo como título alternativo Gayvotas Futebol Clube, este filme infelizmente foi mal lançado à época e adquiriu status cult por suas inovações e ousadias, em especial por ter como centro da trama um time feminino de futebol e por ser inclusivo e tolerante em relação à diversidade sexual, de forma atípica para a época. Num sítio, um grupo de mulheres comemora a criação do time feminino Gayvotas Futebol Clube, que passa a ser subvencionado por um clube profissional. Desenvolve-se a difícil relação das jogadoras com os pais e a sociedade, pois que estes insistem na rigorosa divisão do mundo entre homens e mulheres. Há uma antológica cena de Caetano Veloso num taxi, a direção de arte é da atriz Cristina Mutarelli (de Brasa Adormecida) e, na trilha sonora, a canção-título é interpretada por Laura Finocchiaro, ícone lésbico da cena alternativa paulistana, enquanto Tânia Alves canta tanto “Vale Tudo”, de Tim Maia, quanto “Seu Tipo”, de Eduardo Dusek e Luis Carlos Goes, e Cida Moreira solta a voz em “Groupie”.
Sexo, futebol e rock’n’roll em total liberdade!

Cópia gentilmente cedida por Adone Fragano e Ícaro Martins.

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