viernes, 19 de enero de 2018

2018 - O QUERERES / LOS QUERERES



Letra y música: Caetano Veloso
1984
Versión en español: Caetano Veloso
2017



Ah! bruta flor del querer
Ah! bruta flor, bruta flor




Amanhã (19/1/2018) tem lançamento de "Los Quereres" em todas as plataformas digitais.

A versão em espanhol de “O Quereres” foi gravada especialmente para a abertura da novela “A Força do Querer”, comercializada pela TV Globo no mercado hispânico com o título “Querer sin límites” e estará disponível em todas as plataformas digitais a partir do dia 19/1.

Em 2017 a canção original foi regravada, com novo arranjo e produção do maestro Jaques Morelenbaum, a convite de Gloria Perez, para ser tema da novela.

Fonte: Facebook / Uns Produções e Filmes


 Janeiro 2017, Estúdio Ilha dos Sapos, Salvador (BA)










15/12/2017

La telenovela de Globo “Querer Sin Límites” inicia su carrera internacional

Después de lograr 70% de share en Brasil en su último capítulo, la novela será uno de los lanzamientos más importantes de la cadena brasilera en NATPE (National Association of Television Program Executives) Miami 2018. La responsable de este éxito es la autora Gloria Perez.


“Querer Sin Límites” será una de las apuestas más importantes de Globo para el NATPE 2018 y promete ser un Big Hit en el mercado internacional.

La telenovela cuenta la historia de tres mujeres llamativas y de personalidades distintas, cuyos destinos se cruzan con algo en común: la fuerza para luchar por lo que quieren. Exhibida en el horario estelar de Globo en Brasil, en el horario de las 21:00, la trama llamó la atención del público desde el primer capítulo y tuvo números de audiencia impresionantes, con un alcance diario promedio de 48 millones de personas. Con una historia muy cautivante, “Querer Sin Límites” fue un éxito hasta el último día y alcanzó durante su final a más de 65 millones de brasileños: de cada 10 televisores encendidos, 7 estaban sintonizados en la trama, superando una vez más su récord de audiencia.


Querer Sin Límites’ fue un fenómeno en Brasil y estamos seguros que será un éxito en el mercado internacional. Además, es una evidencia adicional del potencial de los Estudios Globo para crear historias actuales y únicas. Esta es, incluso, una de las características de nuestro catálogo. Trabajamos diariamente para seguir encantando y haciendo la diferencia en la vida de las personas y esta telenovela reúne todos los ingredientes necesarios para conquistar y emocionar a la audiencia alrededor del mundo”, comentó Raphael Corrêa Netto, Director Ejecutivo de Negocios Internacionales de Globo.

El gran éxito de la telenovela en la TV abierta también se trasladó a internet. Además de aparecer en la Social Wit List entre los estrenos de América Latina más comentados en las redes sociales en el mes de abril, la historia registró durante toda su transmisión un total de 6,5 millones de comentarios en Twitter de 570.000 usuarios únicos. Solo en la transmisión del último capítulo, la etiqueta #AForçadoQuerer tuvo 569.000 menciones, superando la marca del éxito ‘Avenida Brasil’, con un crecimiento del 97% en el buzz. Ocho términos relacionados con la telenovela entraron en los Trending Topics mundiales de Twitter.


La responsable de este éxito es Gloria Perez, que tiene un gran número de obras con licencia para el mercado internacional, como las telenovelas “El Clon” y “La Guerrera” y la serie “Ojos Sin Culpa”, además de haber ganado una estatuilla de los Emmy Internacional a la Mejor Telenovela en su curriculum por la increíble “India – Una historia de amor”. En “Querer Sin Límites”, la autora construyó tramas paralelas tan emocionantes como la principal, lo que hace la telenovela más rica todavía. Una de sus marcas registradas, el enfoque sensible de dramas humanos y temas de actualidad, además de temas importantes y presentes en el mundo contemporáneo, son importantes en “Querer Sin Límites”. Temas como el tráfico de drogas, las pasiones sin límites, la adicción al juego, la diversidad y la identidad de género son retratados a través de destacados personajes, que emocionaron al público en Brasil y prometen impactar las más diversas audiencias alrededor del mundo. Gloria Perez demuestra una vez más la capacidad que tiene una buena historia para encantar, cautivar y movilizar a la gente.


En “Querer Sin Límites”, Juliana Paes (“India – Una historia de amor” y “Gabriela”) encarna a Fabiana, una mujer ambiciosa que, por amor, deja la carrera de Derecho y termina por involucrarse con el mundo del crimen. Por otro lado, Paolla Oliveira (“Insensato Corazón” y “Rastros de Mentiras”) es la policía Jeiza que sueña con ser luchadora mientras lucha contra el crimen organizado. E Isis Valverde (“Avenida Brasil” y “El Canto de la Sirena”) interpreta a Ritinha, una joven soñadora, dividida entre la elección del gran amor y la búsqueda de la libertad.

El elenco de telenovela cuenta además con Rodrigo Lombardi (“India – Una historia de amor”), Marcos Pigossi (“Gabriela”), Lilia Cabral (“Imperio”), Débora Falabella (“Avenida Brasil”), Humberto Martins (“Gabriela”), entre otros.



Globo destaca A Força do Querer em catálogo de feira internacional
Por Guilherme Rodrigues

09/01/2018

Jeiza (Paolla Oliveira), Ritinha (Isis Valverde) e Bibi (Juliana Paes) de A Força do Querer
Fotos: Divulgação/TV Globo



Exibida entre abril e outubro de 2017, A Força do Querer, trama das 21h de Glória Perez, foi a produção escolhida pela Globo para ser o destaque de um evento no exterior.

A emissora participará na semana que vem da feira de televisão NATPE, em Miami, e decidiu que o enredo terá grande divulgação no catálogo de atrações, informou Patrícia Kogut.




Clipe internacional de A Força do Querer destaca trio protagonista e tem música de abertura em espanhol
Por Gabriel Vaquer
16/01/2018


Isis Valverde, Juliana Paes e Paolla Oliveira, protagonistas de A Força do Querer
Fotos: Divulgação/TV Globo

Nesta terça-feira (16) começou a Natpe 2018. Realizada em Miami (EUA), a feira é uma das mais importantes do mundo no que diz respeito a compra de novos formatos e produtos diferenciados para todas as TVs do mundo.

A principal aposta da Globo, maior emissora do Brasil, é a novela A Força do Querer. Principal fenômeno da TV brasileira em 2017, o folhetim de Gloria Perez tem duas versões para os gringos.

Uma versão é para o mercado inglês, que terá o nome de Edge Of Desire. A outra é a versão para o mercado hispânico, onde a Globo disputa espaço com as novelas do México e Turquia atualmente.

Por lá, o nome de A Força do Querer é Querer Sin Límites. No clipe oficial, alguns fatos chamam a atenção. O primeiro deles é que a Globo destaca bem que a novela tem três protagonistas: Ritinha (Isis Valverde), Jeiza (Paolla Oliveira) e Bibi (Juliana Paes) – mais ao fim, Bibi é quem ganha mais destaque e Ritinha acaba deixada de lado.

O outro é que a abertura do folhetim, a música O Quereres, cantada por Caetano Veloso, é apresentada em espanhol – de fato, a canção tem uma versão em espanhol, mas normalmente não existe esta alteração.


lunes, 15 de enero de 2018

2012 - AINDA CÁ [A Bahia ainda está viva aqui]

O GLOBO

8/1/2012

Ainda cá
Caetano Veloso

“A Bahia está viva ainda lá”, mandava dizer a Adalgisa do samba de Caymmi. Estou em Salvador desde a véspera de Natal e tenho a irresponsável sensação de que a Bahia ainda está viva aqui. A arquitetura feia e caótica que tomou conta das cidades brasileiras domina; o Pelourinho parece que virou uma cracolândia; o Porto da Barra não é tratado como uma joia, como deveria, mas como um depósito de lixo; as praias que dão para o mar aberto se livraram das barracas fixas, mas, sem um planejamento que acompanhasse a decisão do errático prefeito, os vendedores não ambulantes vão se ajeitando devagar e sem método, o que deixa os visitantes entre o desconforto e o medo de invasões mais perigosas; os vereadores votaram lei que permite a subida do gabarito para as construções na região em até 50%, assegurando sombra de prédio na areia antes das dez da manhã e depois das duas da tarde; enfim, o mundo acabou.

No entanto, comi acarajé da Cira à brisa da tarde no largo da Mariquita, fui à missa do Rosário dos Pretos (que continua sendo celebrada na igreja do Carmo, já que a da Irmandade do Rosário dos Pretos — aquela azul que domina a vista do Largo do Pelourinho — continua com a restauração inacabada, uns dizem que por causa das chuvas grandes que houve antes do verão, outros, que por causa de brigas entre Iphan e Ipac, sei lá), simplesmente olhei o mar azulmarinho cercando a cidade como um muro muito concreto e sobrenatural.

Essa imagem do mar como um muro me ocorreu quando me mudei para Salvador, em 1960. A essa altura eu conhecia melhor o Rio do que Salvador: tinha morado o ano de 1956 todo em Guadalupe — e ia ao Centro toda semana, a Niterói de vez em quando (para tomar banho de mar no Saco de São Francisco) e, com menor frequência ainda, à Praia Vermelha. Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana — nessa ordem —, visitei algumas vezes, quando meu primo Carlos Alexandre, escrivão de polícia, resolvia fazer um passeio que ia, passando por Realengo, Bangu e Jacarepaguá, até o Recreio dos Bandeirantes, onde nos banhávamos, e voltava pelos bairros da Zona Sul.

Eu e todos os meus parentes baianos que viviam no Rio achávamos o mar do Rio menos azul do que o da Bahia. Não era exatamente isso: era a névoa permanente da Guanabara que deixa os horizontes embaçados, o céu com uma cor menos precisa e as pedras que rodeiam a Baía — e as que encaram o mar aberto — parecendo montanhas distantes. Em suma: há menos nitidez no Rio. Fui ao Arizona e vi que há menos nitidez na Bahia do que no Arizona.

Pois bem: há menos nitidez nas paisagens vivas do Rio do que nas de Salvador. Isso se expõe de forma marcante na linha dura do horizonte marinho soteropolitano. Na primeira metade dos anos 1960, estudando e namorando em Salvador, eu me surpreendia com um sólido muro azul que de repente aparecia entre duas casas de uma ladeira: o mar. Escrevi uma canção para Gal, encomendada por Arto Lindsay para o belo disco que ele produziu para ela, “O sorriso de gato de Alice”, chamada “Bahia, minha preta”, em que essa imagem do muro aparece em verso e melodia. Pois hoje à tarde, olhando da varanda de minha casa no Rio Vermelho, Catarina, a namorada de meu filho, me disse que, ao acordar e sair para o pátio, achou que o mar fosse um muro azul. Quer dizer: viva ainda.

Por que um prefeito não toma o Porto da Barra como assunto de grande importância? Por que nenhum dos que passaram pelo cargo adotou essa praia? Uma pequena enseada entre os fortes de Santa Maria e de São Diogo, em perfeito anfiteatro mirando o pôr-do-sol, com águas de temperatura fria mas não gelada e de teimosa limpidez, o Porto tem sido a praia do povo da Cidade da Bahia. Um trecho tão pequeno e tão privilegiado deveria ser tratado como uma preciosidade.

Claro, viriam os idiotas da objetividade chiar porque estarse-ia dando atenção especial a um local da cidade, gastando nele (em limpeza, iluminação, policiamento e mesmo facilitações para negociantes) o que deveria ser poupado para resolver as carências de áreas mais necessitadas. Não sou idiota, nem mesmo da objetividade, portanto não penso assim. Amei o filme “Trampolim do Forte”, em que os meninos que saltam do mini quebra-mar de Santa Maria aparecem no ar, sob a água, na superfície — e a praia do Porto tem sua crônica e seu retrato emocionado. Nesse filme, na cidade vista do mar, até os prédios que oprimem o Corredor da Vitória fazem de Salvador um lugar tão lindo quanto Istambul — ou como a Salvador do filme inacabado de Orson Welles.

O filme de João Rodrigo Matos é poderoso em sua revelação do quanto pode a Cidade do Salvador. Tudo nele tem a força que sinto aqui. Força teimosa que está na resposta dada a Glauber pelo profeta Edgar Santos quando este, reitor da UFBA, sabedor de que Glauber fazia campanha contra Martim Gonçalves, o diretor da Escola de Teatro, ouviu do futuro cineasta um pedido de contribuição para não sei que projeto: “Você não entende nada de teatro, mas passe aqui amanhã para pegar o dinheiro”.

Isso está no livro de Nelson Motta (é a grande cena do livro). O resto é história: o Cinema Novo, os atores da Escola e seus descendentes Lázaros e Wagners, a sede do Olodum construída por Lina Bardi, Daniela, Ivete e Magary Lord. Rumpilezz, Cascadura, Neojibá, Sanbone. Apesar da fase sombria (com muito sol) e de ter tanto a deplorar, não tenho outro jeito senão mandar dizer que a Bahia está viva ainda.



17/8/2010 - Sorveteria da Ribeira, Caetano e Fafa

17/8/2010 - Sorveteria da Ribeira, Fafa e Regina Casé

17/8/2010 - Sorveteria da Ribeira, Vanessa da Mata, Fafa e Caetano





"Sempre que eu posso vou a Sorveteria da Ribeira, para mim é como renovar a alma, os sabores dos sorvetes são maravilhosos, os turistas voltam para suas origens com o gosto da Bahia incorporado no seu viver." (20/1/2012)







2012 - REGINA CASÉ: CIDADÃ SOTEROPOLITANA



Regina Casé foi “confirmada” soteropolitana

Homenagem de Moisés Rocha fez justiça à intimidade da artista com Salvador 

18/09/2012 

Mais do que uma homenagem, a concessão do Título de Cidadã de Salvador à atriz e apresentadora carioca Regina Casé foi a “confirmação” da sua baianidade, como traduziu Alberto Pita, presidente do Cortejo Afro e amigo, comparando o ato à iniciação no candomblé. Ele foi um dos convidados pelo vereador Moisés Rocha, autor da iniciativa, para saudá-la na solenidade de entrega da honraria, segunda-feira (17/9) à noite.

Outro convidado especial, que emocionou a nova cidadã soteropolitana, foi o cantor e compositor Caetano Veloso, responsável pela intimidade que Regina Casé tem com a capital baiana há mais de 35 anos. “Regina é uma das pessoas que eu mais amo no mundo. Minha amiga, irmã, eterna namorada. Ela merece essa homenagem e Salvador merece Regina”, declarou o autor de “Rapte-me, Camaleoa”, música que consagrou o apelido que a atriz carrega até hoje. A música foi composta pelo baiano para a personagem Camaleoa, interpretada por ela na época do grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone, e foi cantada na sessão por Aloísio Menezes.

Um vídeo resumiu programas da apresentadora dedicados à Bahia, dando espaço para artistas locais, tanto famosos quanto novatos. Nas entrevistas com o público, ela pedia que lhe ensinassem a ser baiana e perguntava “o que os baianos têm que eu não tenho?”. As respostas eram todas do tipo “Nada, você já é baiana!”. Regina contou que apesar de ser carioca assumidíssima, parou de negar que era baiana “porque as pessoas não acreditavam”.

Casa em Salvador
A sessão não poderia ser mais baiana. Regina Casé entrou no Plenário Cosme de Farias acompanhada pelo Cortejo Afro, por Negra Jhô lançando pétalas de rosas, pelos vereadores Olívia Santana (PCdoB) e TC Mustafa (PTdoB) e pelo cantor Aloísio Menezes cantando “Sorriso negro”. Os blocos Ilê Aiyê e Olodum também se apresentaram na homenagem, que contou também com o cantor Magary Lord e a filha Kalinde, fã da apresentadora. Para a entrega do Título, Moisés Rocha chamou Caetano Veloso, Estevão Ciavatta, marido da atriz, e a filha Benedita.

Moisés Rocha ressaltou a contribuição imaterial da apresentadora para o crescimento e divulgação da cultura local: “Regina é uma artista diferenciada, porque quando chega aqui ela vai para onde os outros não vão por preconceito ou medo. Ela busca o invisível, ou o que não querem mostrar. Mostra que o popular também é inteligente e criativo”.

Sem esconder a emoção, a nova soteropolitana contou a excitação que sentiu quando avistou Salvador pela primeira vez, ainda adolescente, chegando de navio na companhia dos avós. Ali nascia uma afinidade que ela classificou como indescritível: “Desde aí surgiu um sentimento de pertencimento que está sendo coroado hoje aqui”.

Um vínculo que ficará ainda mais estreito quando for concluída, em três ou quatro meses, a restauração do casarão que comprou no Santo Antônio Além do Carmo, onde o casal pretende morar “quando a gente estiver bem velhinho”.

Regina Casé fez questão de frisar que a compra da casa foi também para salvar um imóvel bonito que estava “caindo aos pedaços” e incentivar outras pessoas a investirem no Centro Histórico, “o coração da cidade”.

Entre os amigos de Salvador, destaque para o vendedor da Sorveteria da Ribeira, Roque, “o cara que mais me denga aqui”. Compuseram a mesa, também, a amiga Ana Célia Batista, do Zanzibar, uma das incentivadoras da homenagem (juntamente com o produtor cultural Geraldo Badá); João Jorge, presidente do Olodum, e Eduardo Nascimento, representante do Irdeb.


 
17/9/2012 - Palavras do cantor e compositor Caetano Veloso Crédito: Maíra do Amaral



Entrega do Título Cidadão da Cidade do Salvador a Regina Casé
Crédito: Maíra do Amaral





Das mãos de Caetano Veloso, Regina Casé recebe título de cidadã soteropolitana

Das mãos do amigo de longa data Caetano Veloso, a atriz Regina Casé recebeu a honra do título de cidadã soteropolitana durante cerimônia em Salvador, Bahia

Regina Casé (58) é carioca da gema, todo mundo sabe. Mas na noite desta segunda-feira, 17, ela recebeu da mão do cantor baiano Caetano Veloso (70) o honroso título de cidadã soteropolitana durante cerimônia em Salvador, Bahia.

"Eu vim literalmente para essa terra de navio. Era criança quando meu pai me trouxe pela primeira vez. Depois fui reapresentada a essa cidade que tanto amo pelo amigo Caetano, que me mostrou a Bahia e esse povo que tanto tenho a agradecer", declarou Regina Casé após receber a honra dos amigos.

Emocionada, a atriz aproveitou o ensejo para agradecer aos que lhe proporcionaram este momento. "Eu já tinha uma gratidão pela Bahia e aqui estão as pessoas que tenho gratidão em vários momentos da minha vida. Caetano não precisa nem dizer, tenho um amor total, uma admiração por ele, tenho consciência do tanto que ele me fez, do tanto que ele me colocou no mundo. Ele me mostrou as coisas. Se eu tivesse de resumir toda essa cerimônia em uma palavra, essa palavra seria gratidão", afirmou a atriz.

E bem humorada acrescentou: “Não sei se fizeram boa coisa. Agora que sou cidadã vou reivindicar de verdade e brigar por essa terra que tanto amo". Que honra, hein?


Fotos: Uran Rodrigues










domingo, 14 de enero de 2018

2018 - CAETANO MORENO ZECA TOM VELOSO [10]







13/1/2018 - Foto: Pedro Tourinho / Divulgação

13/1/2018 - Foto: uns / facebook

Foto: Mila Cordeiro/Ag. A TARDE



entretenimento

Da Redação, com Osmar Marrom Martins e Marília Moreira
redacao@correio24horas.com.br
13.01.2018

Cerca de 5 mil pessoas prestigiam Caetano e filhos na Concha Acústica
Os Veloso abriram a apresentação com Alegria, Alegria e tocaram sucessos e inéditas

"Representa celebração e alegria, sem dar importância ao sentido social da herança". Foi assim que Caetano Veloso, 75 anos, sintetizou o show deste sábado (13), feito ao lado dos três filhos - Moreno, 44, Zeca, 25, e Tom, 20 - na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, para cerca de 5 mil pessoas.

A reunião familiar, que começou às 19h, lotou o espaço e foi iniciada com a música Alegria, Alegria. O clima de tranquilidade e de muita nostalgia tomou conta do local e do público, que, sentado, cantarolou em coro a maioria das músicas do show.

Aplaudiram também Caetano falar da felicidade de estar mais uma vez aqui na cidade com os filhos. Entre sucessos e inéditas, o quarteto cantou a música Trem das Cores.

Essa, revelou Caetano, foi um pedido dos filhos - que disseram ter recebido muitos pedidos para que a música fosse incluída no roteiro. O cantor também deu sua tradicional 'sambadinha'. A produção do evento não credenciou a equipe de reportagem do CORREIO para cobrir o evento. Abaixo, alguns dos momentos marcantes da apresentação.

A felicidade também está no fato de essa ser a primeira vez que os quatro passam tanto tempo juntos. "Moreno é casado, tem dois filhos e mora na Bahia. Tom mora com minha mãe, e eu com meu pai, já há um tempo, todos no Rio. Nunca tínhamos passado tempo todos juntos dessa maneira, tem sido muito bom, nossa relação se estreitou e temos dado muita risada", conta Zeca.



entretenimento

Marília Moreira
12.01.2018


Entrevista do CORREIO com Zeca Veloso:
Todo Homem foi a primeira música a ser divulgada do projeto Ofertório, álbum e DVD que vocês lançarão este ano. E, pelo que li, é também uma de suas primeiras composições - a segunda, para ser mais exata. Como foi para você ter essa música como uma espécie de "cartão de visitas" do trabalho ao lado do seu pai e irmãos?
Sinto como se fosse a primeira. Foi a primeira a parecer pronta. É ainda a mais forte entre todas as minhas e fico feliz de mostrá-la.

Queria entender como se estruturou o repertório do show - e saber também se no álbum e no DVD estarão presentes todas as músicas, na mesma ordem das apresentações. Pelo que vi, o setlist percorre canções assinadas por todos vocês, há também algumas que são cantadas mais por uns, tocadas pelos outros - você mesmo canta a música Tá Escrito, do Revelação, no bis...
O repertório foi sendo formado desde os primeiros encontros em que começamos a falar sobre o projeto, cedo no ano passado, e passou por mudanças durante os dois meses de ensaio. Já tínhamos ideias de canções que queríamos como “Um canto de afoxé para o bloco do Ilê” primeira parceria de meu pai com Moreno, que é nosso próximo single, “Clarão” de Tom, “Todo Homem”, canções que meu pai fez para nossas mães, e Ofertório, que fez para os noventa anos de minha avó Canô. Na última semana antes de estrear, fizemos mudanças radicais e tivemos que correr para nos preparar. “Tá Escrito” por exemplo, ensaiamos nos últimos dias e Xande de Pilares ensinou coisas a Tom no camarim antes da estreia. Desde o início meu pai manteve o setlist em seu computador, e o atualizava se concordasse com algum pedido ou ideia. Não que ele quisesse controlar tudo, sabíamos que era o mais capaz de pensar e dirigir um show e precisávamos dessa organização, foi muito corrido e aconteceu assim espontaneamente.

Não sei como é a sua relação com seu pai nem com seus irmãos cotidianamente. Creio que essa intimidade familiar tenha se transformado ao longo dos anos e, especialmente, a partir do momento que vocês decidiram fazer um show juntos. Isso efetivamente ocorreu? De que modo?
Com certeza. Moreno é casado, tem dois filhos e mora na Bahia. Tom mora com minha mãe, e eu com meu pai, já há um tempo, todos no Rio. Nunca tínhamos passado tempo todos juntos dessa maneira, tem sido muito bom, nossa relação se estreitou e temos dado muita risada.

O projeto foi batizado de Ofertório depois do início do shows - pergunto isso, porque nos materiais de divulgação iniciais via a turnê sendo divulgada apenas com os nomes de vocês quatro? E porquê batizá-lo desse modo?
O show começou de maneira despretensiosa, marcamos em teatros no Rio e em São Paulo com um clima de projeto pequeno e que podia não durar muito. Também produzimos muito rápido, não tivemos tempo para planejar bem. Depois da estreia foi que o show cresceu, também para nós. Quando tivemos o show gravado é que decidimos pensar em um nome para o disco e DVD, e meu pai escolheu esse. “Ofertório” é o nome do hino composto por ele para o momento do ofertório, feito para missa de noventa anos de minha avó Canô. Está no show, quase no exato meio. É um nome bem escolhido. Nosso show é uma oferta que é dada, e ele tem também algo de espiritual.

O cenário minimalista também está em relação com esse conceito, não é? Vi que ele evoca a imagem de cordão umbilical e da barriga de uma mulher que prepara outra pessoa, mas que também pode ser interpretada como a fértil mãe Terra...
O cenário é de Hélio Eichbauer. Logo quando vimos a ideia numa maquete, adoramos. O amarelo, o sol vermelho, tinha tudo a ver. A corda na verdade são quatro, como nós somos quatro, enroladas e amarradas. Pessoas tem pensado em cordão umbilical e interpretado de várias maneiras diferentes, mas não sei se Hélio nem nós pensamos em nada disso…



13/1/2018 - Alexandrino, Tom Veloso - Foto: uns / facebook






Equipamento de show de Caetano Veloso é roubado na Bahia
Violão do cantor, entre outros equipamentos, foi levado por criminosos fortemente armados. Roubo aconteceu na noite deste domingo em Maraú.

Por Letícia Macedo, G1
15/01/2018

O carro que transportava todo o equipamento de show de Caetano Veloso foi roubado na noite deste domingo (14) quando passava pela região de Itacaré, na Bahia.

A produtora e empresária de Caetano, Paula Lavigne, disse ao G1, por telefone, que o motorista que presta serviço para equipe parou para jantar em um restaurante em Maraú.


“Ele foi abordado por homens fortemente armados. Roubaram o carro, que levava uma espécie de trailer acoplado com todo o equipamento, até o celular dele. Graças a Deus ele está bem”, contou.


Carro que transportava equipamento de show de Caetano Veloso é roubado (Foto: Produção/Caetano Veloso)


Na lista dos equipamentos roubados estão dois violões (sendo um acústico Tessarin), um violoncelo, um baixo, um teclado Rhodes, iluminação, telão, figurinos e cenário.

“Foram roubados equipamentos que têm valor afetivo, como violão do Caetano”, lamentou Paula.

Caetano tinha se apresentado na Concha Acústica, em Salvador, no sábado (13), e o material era levado para o Rio de Janeiro. O próximo show do cantor será no dia 28 de janeiro.

2012 - GILBERTO GIL / STEVIE WONDER


23/12/2012

Do Ego

Famosos prestigiam show de Gilberto Gil e Stevie Wonder no Rio de Janeiro


Dupla se apresenta no Imperator (Centro Cultural João Nogueira), no Méier, na Zona Norte carioca, na noite deste domingo, 23/12. 

Renda da apresentação será revertida para a Sociedade Viva Cazuza. 





Stevie Wonder faz show no Rio e toca com os filhos no palco

Por Priscila Bessa (iG Rio de Janeiro)
24/12/2012

O cantor e compositor americado cantou sucessos como "You Are The Sunshine Of My Life" e fez dueto com Gilberto Gil com direito a clássicos natalinos
Muitas brincadeiras, gentilezas em português, canções natalinas, família e até “Garota de Ipanema”. Essa foi a fórmula usada por Stevie Wonder para acalmar os ânimos da plateia de cerca de 700 pessoas que aguardou mais de duas horas para assistir ao show do norte-americano junto com Gilberto Gil, que se apresentaram na noite deste domingo (23/12), no Rio de Janeiro.

O show, no Centro Cultural João Nogueira, antigo Imperator, no Méier, zona norte da cidade, contou com uma hora de apresentação do brasileiro e pouco mais de duas horas de Wonder, que fez alguns duetos com Gil. Parte da renda foi revertida para a Sociedade Viva Cazuza, instituição que atende crianças e adolescentes portadores do vírus da HIV.

Já impaciente pelas horas de espera, o público foi amaciado por Gilberto Gil que abriu a noite com “Realce” e emendou numa sequência de sucessos como “A Novidade” e “Aquele Abraço”. O baiano não deixou de se desculpar pelo atraso antes de colocar a plateia para dançar. “Os alinhamentos astrais não acabaram com o mundo, mas em compensação os eletro eletrônicos estão bastante prejudicados”, disse ele, arrancando risos do público.

Atrasos e vaias
Empolgados, parte dos fãs de Gil desceram pela arquibancada e acompanharam a apresentação dançando em frente ao palco. Às 23h05 o baiano encerrou sua parte solo no show – ele encurtou a apresentação em duas músicas – e um integrante da produção anunciou que haveria um intervalo para a mudança dos equipamentos de Gil para os de Wonder.

A troca, prevista para durar 15 minutos, levou uma hora, o que deixou o público novamente arredio. O espectadores chegaram a bater palmas e vaiar enquanto Wonder não subia ao palco.

Dez minutos após a meia-noite finalmente o astro do soul entrou em cena. Para desarmar a plateia, ele abriu o setlist com a canção “Wonderful World”, de John Cook, e começou a flertar com o público. Primeiro, soltou um “Tudo bem?” em português.

Depois um “obrigado, obrigado”. Em seguida, pediu que homens e mulheres se alternassem repetindo alguns trechos, escolhidos por ele, das melodias.

Envolvido, o público nem se incomodou quando Wonder caçoou da plateia brincando que lhes faltava harmonia e que precisavam praticar mais. Entre brincadeiras e gargalhadas, Wonder agradeceu por estar realizando o show no Rio. “Levanto as mãos e agradeço a Deus por estar aqui, ainda mais nessa época de festas. Desejo a vocês boas festas”, afirmou o cantor e compositor.

“Boas Festas”
No meio de tantos sucessos, ele reservou um espaço para tocar “Garota de Ipanema” com uma gaita enquanto o público o acompanhava em coro. “Não tenho ideia do que vocês querem dizer. Eu gostaria muito de saber cantar em português, mas por enquanto vou cantando do jeito que eu sei mesmo. É muito bonito”, disse, derretendo os fãs.

Depois, Wonder dividiu os vocais com Gil em “The Secret Life Of Plants” e cantou hits como “Isn´t She Lovely” e “You Are The Sunshine Of My Life”. Esta última, canção feita em homenagem a filha mais velha, Aisha, que é uma das backing vocals do pai. Algumas músicas depois Wonder chamou Gil ao palco pela segunda vez e os dois cantaram uma mistura de “Boas Festas” com “Merry Christmas Baby”.

Empolgado, ele também chamou os filhos mais novos, Kailawa, 11 anos, e Mandla, 8. Kailawa tocou bateria no palco enquanto o caçula o acompanhava com um chocalho. O momento família teve direito a lágrimas quando Wonder pediu que Aisha se aproximasse e contou para o público que ela estava com muitas saudades do filho, Miles. Para animar a primogênita, ele pediu que a plateia desejasse feliz Natal para Miles deixando Aisha emocionada.

O espetáculo foi uma prévia do que os fãs cariocas poderão conferir na noite de terça-feira (25), quando os dois cantores voltam a se apresentar juntos, desta vez para um público nada intimista, num palco montado em frente ao Hotel Copacabana Palace, na praia de Copacabana, na zona sul.


Foto: Marcos Hermes



23/12/2012 

Famosos lotam plateia para assistir ao show de Gil e Stevie Wonder

A apresentação da dupla, que teve renda revertida para a Sociedade Viva Cazuza, começou com muitas vaias após um grande atraso.

Léo Martinez do EGO, no Rio

Gilberto Gil e Stevie Wonder se apresentam na noite deste domingo, 23, em uma casa de espetáculos no bairro do Méier, subúrbio do Rio. Vários famosos lotaram a plateia VIP do show que teve parte da renda revertida para a Sociedade Viva Cazuza. Um atraso de mais de duas horas causou tumulto, vaias e confusão entre o público que pagou até R$ 800 pelo ingresso. Segundo a produção local, o atraso se deu após constatações de problemas técnicos nos equipamentos de som.

"Com os ingressos custando esse preço, espero que toda a renda seja revertida tirando claro as despesas deles. Já levei muito não de amigos, mas dos artistas nunca", disse Lucinha Araújo, mãe de Cazuza e fundadora da Sociedade Viva Cazuza, que completa 22 anos de inauguração.

Edson Celulari levou a namorada, Karin Roepke, para a apresentação. "Sou muito fã do Stevie e do Gil. Tinha comprado ingresso para ver o Stevie no Rock in Rio mas acabei perdendo. Hoje estou aqui realizando um sonho", contou o ator, que atualmente está no ar em "Guerra dos Sexos". O ator disse ainda que vai passar o Natal na serra do Rio sem os filhos, que ficam com a sua ex-mulher Claudia Raia, e que o réveillon passará com as crianças no Rio.

Flora Gil, mulher de Gilberto Gil, falou sobre o encontro dos cantores e comentou alguns detalhes osbre o encontro deles na noite anterior ao show: "Ele chegou ontem à noite e estamos hospedados no mesmo hotel. Os dois passaram a noite toda conversando sobre política, música e os negros no Brasil. O Obama també foi assunto deles. Para o Gil, o Stevie Wonder é o João Gilberto da América, ele é louco por ele."

Patricia Poeta levou alguns familiares para o show: "Hoje trouxe toda a família. Tem sogro, sogra, marido e filho. Acho um encontro lindo ainda mais com essa questão da renda beneficente. Tem também um número com a Preta Gil que eu adoro demais", disse a apresentadora do "Jornal Nacional".


 
Foto: Roberto Teixeira/EGO

Foto: Roberto Teixeira/EGO

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Bebel Gilberto, Cláudia Abreu e Lucinha Araújo - Foto: Manuela Scarpa/Foto: Rio News

Moreno Veloso - Foto: Manuela Scarpa/Foto: Rio News


Tony Belloto e Malu Mader - Foto: Roberto Teixeira/EGO

Marina Lima - Foto: Roberto Teixeira/EGO




O GLOBO

Stevie Wonder e Gilberto Gil emocionam no Natal em Copa
Espetáculo na Praia de Copacabana começou com Gilberto Gil às 20h em ponto

por Ludmilla de Lima
25/12/2012

PM estima público entre 450 e 500 mil pessoas em Copacabana
Foto: Eduardo Naddar - O Globo

RIO — Stevie Wonder e Gilberto Gil levaram 500 mil pessoas às areias da Praia de Copacabana para um show especial no Natal carioca. O baiano de 70 anos abriu o evento, às 20h, com seus maiores sucessos e uma homenagem a Dona Canô, mãe de Caetano Veloso, morta na manhã desta terça-feira. Depois, às 22h20m, o americano de 62 anos, levantou a plateia com hits e afirmou ser uma bênção estar no Brasil nesta data. No final do show, os dois fizeram um esperado dueto, com "Só chamei porque te amo/I just called" e músicas natalinas.

O cantor baiano Gilberto Gil abriu o evento pontualmente às 20h, com um show de aproximadamente 1h30m de duração, que contou com os maiores sucessos da carreira do artista de 70 anos.

No domingo, em show beneficente, no Centro Cultural João Nogueira, na Zona Norte do Rio, Gil teve problemas com o som e começou a apresentação - que também contava com Stevie Wonder - com duas horas de atraso. Mas, desta vez, em Copacabana, a pontualidade foi seguida.

— Feliz Natal e obrigado pelo presente da presença de vocês —disse Gil, após cantar "Realce", primeira música do show.

Durante o show, o baiano fez uma homenagem à mãe de Caetano Veloso e Maria Bethania, que morreu na manhã desta terça-feira, ao dedicar a Dona Canô a música "Marinheiro só" (de Caetano).

— Viveu uma vida longuíssima e deixou uma família linda. Tanto trabalho, tanta devoção. Nossa Senhora de Santo Amaro, viva mãe Canô, sempre em nosso coração. Ela, que tinha tanto orgulho do samba de roda — disse Gil.

O cantor também recebeu a filha Preta Gil no palco para a música "Preta pretinha". Confira o set list do show: "Realce", "A novidade", "Não chore mais", "Is this love", "Copacabana, "Domingo no parque", "Aquele abraço", "Marinheiro só", "Andar com fé, "Preta Pretinha", "Meu corpo quer você", "Esperando na janela", "Palco", "Vamos fugir", "Barracos" e "Toda menina".

Stevie Wonder quer voltar ao Brasil
Acompanhado da filha mais velha e dos dois filhos menores, Stevie subiu ao palco montado em frente ao Copacabana Palace, para o show especial de Natal, às 22h20m. Antes de abrir a apresentação com "What a wonderful world this would be", o artista agradeceu o convite para se apresentar no Brasil:

— Tudo bem? — começou, em português, para depois falar com o público, em inglês:

— Quero desejar feliz Natal a todos aqui. É uma bênção vocês me convidarem para vir aqui fazer parte desta celebração. É minha primeira vez no Natal no Brasil
O público cantou junto com Stevie Wonder, que apresentou sucessos de sua carreira e fez cover de Michael Jackson, com "The way you make me feel", e de Bob Marley, com "Waiting in vain".

Gil e Stevie dividiram o palco na apresentação do americano, por volt das 23h50m. O baiano chegou cantarolando os versos "Você abusou, tirou partido de mim, abusou". Em seguida, ele começou a cantar "Só chamei porque te amo" e Stevie continuou com "I just called". Depois, eles cantaram "You are the sunshine of my life", "We are the world", "Noite feliz" e "Boas festas".

Antes do fim do show, o filho mais novo de Stevie voltou ao palco para tocar bateria em "Superstition", acompanhado da banda do cantor.

— Quero voltar ao Brasil e fazer um show beneficente. Quero que todos levem brinquedos e roupas para doar a crianças que não podem comprar. Vocês estão comigo? Nós podemos fazer isso. Yeah! — prometeu Stevie, na despedida.

A produção do show divulgou um provável set-list de Stevie Wonder, que acabou não sendo seguida à risca: "What a wonderful world this would be", "Bird of beauty", "Master blaster", "Higher ground", "The way you make me feel", "Waiting in vain", "You and I", "Dont you worry", "The secret life of plants", "I d'ont know why I love you", "Send one your love", "The girl from Ipanema (Harmonica)", "Sir Duke", "Signed sealed delivered", "I just called", "Livin for the city", "That's what Christmas means to my love", "You are the sunshine of my life", "Happy birthday", "Christmas Song em portguês", "Merry Christmas baby", "Superstition" e "My cherie amour".

A área em frente ao palco começou a encher no fim da tarde desta terça-feira. Muitos chegaram horas antes da hora prevista para o início do show para garantir uma visão privilegiada dos dois astros. Moradora de Copacabana, Carmen Rodriguez, de 68 anos, era uma das pessoas que já estava posicionada junto ao palco horas antes de o espetáculo começar:

— Eu gosto muito do Stevie Wonder, e vim também por ser um cantor internacional. Não é todo dia que temos oportunidade de ver uma estrela dessas aqui pertinho.
Socorro Santos, de 50 anos, que está no Rio de férias, também veio para Copacabana esperar o show. Ela é outra fã que já garantiu um lugar pertinho do palco. O marido dela, Ademir dos Santos, de 65 anos, mesmo se locomovendo por meio de uma cadeira de rodas, fez questão de ir para a areia ver a apresentação:

— Adoro as músicas deles. Moro em Roraima e não podia perder a chance de ver o show.

O palco — o mesmo que no réveillon receberá a cantora Claudia Leitte, entre outras atrações — foi montado na altura do Hotel Copacabana Palace. Na calçada do hotel, uma família de Manaus veio para o Rio passar o Reveillon e para ver o show de Stevie Wonder, considerado pelos turistas uma prévia do Show da Virada. O grupo assiste ao show tranquilo, sentado em cadeiras de praia.

— Está muito gostoso este fim de dia em Copacabana, tanto o por do sol quanto o clima, o astral — disse Naete Bandeira, de 29 anos.



Cantor baiano agradeceu a presença do público, que compareceu em peso mesmo no dia de Natal - Foto: Mônica Imbuzeiro/O Globo

Preta Gil e Gilberto Gil dividem o palco nas músicas Preta pretinha e Meu corpo quer você - Foto: Mônica Imbuzeiro/O Globo

 

  
Stevie Wonder subiu ao palco ao lado dos filhos - Foto: Mônica Imbuzeiro/O Globo